Por Compujob Web em 22 mar 2010 1 Comentário
SOMOS A FAVOR DOS NOTEBOOKS NAS SALAS DE AULA
A discussão que está acontecendo na internet sobre a atitude de um professor nos EUA, que para protestar contra o uso de notebooks em sala de aula, destruiu o equipamento na frente da turma, exige que nós da Compujob nos posicionemos sobre o assunto, já que atuamos como mediadores da sociedade com a tecnologia.
Embora o vídeo possa ter um tom cômico e a reação da turma ser bem-humorda, atitudes como esta do professor escondem dois aspectos que somos totalmente contra: 1) a violência como forma de expressão; 2) a tecnologia como vilã da sociedade.
Violência porque as ações do professor parecem um ataque de raiva contra um inimigo muito nocivo que deve ser totalmente exterminado. O objetivo é a destruição completa do equipamento. Parece que a violência, nesse caso, fica permitida, já que o equipamento é um grande inimigo. Provavelmente, este mesmo professor deve ser um daqueles típicos homens-de-bem que perguntam por qual motivo nossa sociedade anda tão violenta, referindo-se a casos de adolescentes raivosos que levam armas para a escola. Estamos exagerando, é claro. Mas é importante ter a consciência de que a violência aparece onde menos esperamos.
O segundo aspecto que somos totalmente contra é a ideia que esse professor dá de que a tecnologia é esse grande inimigo a ser exterminado. Chega a ser um pouco ridículo esse tipo de atitude em uma época que os computadores ajudam a acelerar o processo de construção de conhecimento no mundo!
O projeto Intel Learning Series é um caso a ser considerado. O objetivo do projeto é conectar as pessoas a um mundo de oportunidades ao promover a adoção da tecnologia na educação. No Brasil, por exemplo, um professor utilizou em um dos computadores Classmate (linha educacional da Intel) um aplicativo com uma lição de português para permitir aos alunos criarem animações e representarem o texto que estavam lendo. Isso fez com que os alunos assumissem mais responsabilidade e interesse pelo próprio aprendizado.
Vale lembrar, também, do concurso que a Academia Brasileira de Letras está promovendo no Twitter!
Por isso, é inconcebível que professores ainda entendam a educação como um processo fechado, proibindo qualquer tipo de relação com as tecnologias que estão ao nosso redor. Evidentemente, não estamos defendendo o uso indiscriminado do computador na sala de aula, liberando os alunos para conversar no MSN enquanto o professor fala. Não é isso. O que entendemos é que deve ser descoberto um meio-termo, nem 08 nem 80.
Vamos encarar a realidade de frente: os jovens usam a tecnologia e ponto. O que deve ser feito é criar estratégias de uso dos computadores na sala de aula para ensinar aos jovens como lidar com esses dispositivos para que os utilizem da melhor maneira nas diferentes situações da vida. Senão vão todos para aquele hospital britânico que trata os adolescentes viciados em internet!
É ao incorporar as novas tecnologias aos processos sócio-educacionais que professores estarão contribuindo com a produção de conhecimento e formando pessoas conectadas com o mundo em que vivemos. E não com o mundo do século 18!
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@isnaisouza tbm tem esse, http://bit.ly/dbjLox