Por em 24 nov 2008 7 Comentários

AFINAL, O QUE É E COMO FUNCIONA A TV DIGITAL?

Muito tem se falado sobre a TV digital mesmo antes de ela ter sido oficialmente lançada no Brasil. Com as promessas digitais de interatividade, mobilidade e alta qualidade de som e imagem, a TV digital parece trazer novas possibilidades de entretenimento e informação.

O grande problema dessa falação toda é a enorme confusão que gera nas pessoas que não sabem e que não têm obrigação de saber interpretar termos técnicos, teorias da comunicação, procedimentos audiovisuais e afins.

Para minimizar este problema, principalmente na internet, onde se encontra todo tipo de informações nem sempre confiáveis, o site oficial da TV Digital Brasileira reuniu e disponibilizou uma série de artigos explicativos sobre o tema que ajudam a tirar dúvidas sobre essa nova forma de se relacionar com a TV.

Confira a Cartilha da TV Digital!
A TV analógica persiste economicamente, socialmente, cientificamente, politicamente, tecnologicamente, comercialmente e qualquer outro advérbio terminado em “mente” será afetado por essa nova forma de ver TV. A TV analógica persiste desde as experiências com disco de Nipkov1, considerando por muitos como o inventor da TV. A única novidade foi a introdução das cores, em 1950 nos Estados Unidos; no Brasil elas chegaram no dia 19 de fevereiro de 1972, com a transmissão da Festa da Uva diretamente de Caxias do Sul. Eram apenas 500 televisores coloridos recebendo a transmissão.

O que é a TV analógica?
Tecnicamente falando, e de maneira simplificada, podemos dizer que a TV analógica forma a imagem e o som de modo contínuo. Por isso vemos hoje imagens com contornos borrados (principalmente nas partes coloridas), chuviscos provocados por interferências (secadores de cabelo, liquidificadores, motores de carros e de motocicletas de modelos mais antigos, com ignição convencional), fantasmas, ruídos, distorções na cor da pele das pessoas, dificuldade para ler textos e números pequenos e, além de tudo, ouvir um som pobre, que às vezes até vem em estéreo. Mas quando falamos em TV analógica estamos nos referindo somente à transmissão, porque nos estúdios, praticamente todas as emissoras já utilizam o formato digital. O telespectador é passivo (não interage com a mídia) e para assisti-la é necessário estar dentro de uma sala na hora que o programa vai ao ar.

O que muda com a TV Digital?
A TV Digital transforma cada minúsculo elemento da cena e do som em um número binário formado somente por zeros (0) e uns (1); é a mesma linguagem tecnológica dos computadores. E o que ela traz de diferencial para o telespectador?

O primeiro grande impacto é a alta definição2, que aparece na mídia com as siglas HD (High Definition – Alta Definição) ou HDTV (High Definition Television – Televisão de Alta Definição) em inglês. Alta definição significa ver mais detalhes na imagem, como nos cinemas, por exemplo. A introdução da HDTV será gradual, mas as transmissões já iniciaram no formato digital com resolução comum, conhecida como SD (Standard Definition). O telespectador vai sentir a diferença porque as distorções da TV analógica, já citadas, desaparecerão, ou seja, teremos uma imagem limpa e som com qualidade de CD.

Som Surround 5.1
É um som com seis caixas acústicas, realce dos graves, conhecido na mídia como som de Home Theater. Esse som somente será usado com HDTV.

Tela no formato 16:9
Esse número é a relação entre Largura e Altura da tela. Às vezes é chamada de “tela de cinema” ou “tela larga”. Esse formato permite ver mais áreas das cenas do que a TV analógica, cuja relação é 4:3 (tela quase quadrada). Essa característica, em coberturas esportivas, nos dá a sensação de estarmos assistindo o evento no local em que o mesmo está acontecendo. Os analistas técnicos terão de ter mais cuidado nos seus comentários, porque estaremos com mais informações na tela3.

Mobilidade e Portabilidade
São características que vão acabar com a angústia de chegar rapidinho em casa para não perder determinado programa. O nosso sistema de TV digital permite que os programas possam ser vistos dentro de ônibus, carros, barcos, aviões, em notebooks, em celulares com os telespectadores em movimento, nos desk tops dos escritórios ou até com receptores de bolso.

Multi-programação
É uma alternativa para a alta definição, que permite assistir a programas diferentes no mesmo canal, ou ver o mesmo programa com vários ângulos/posições diferentes – muito bom para esportes em geral. Poderá reduzir conflitos em casa: um assiste à novela, o outro assiste ao noticiário, um terceiro assiste a programas esportivos etc. Esse recurso é configurável e a emissora poderá diminuir o número de canais aumentando a resolução. Por exemplo: dois programas com resolução maior que o SD, mas menor que o HD. Para usar esse recurso, precisa ter um aparelho para cada programa, até porque o áudio vem embutido no vídeo do programa.

Interatividade
Permite fazer compras pela TV sem ter que usar telefone, votar em pesquisas, consultar o guia de programação das emissoras, realizar operações bancárias, acessar à internet, além de outros serviços que vão aparecer à medida que a TV digital for se consolidando em todo o país.

O que preciso fazer para assistir a TV digital?
Essa resposta vai depender dos desejos e das facilidades técnicas que cada um tem hoje no seu endereço residencial ou profissional. A primeira providência é verificar se nos seus endereços é possível receber imagem de TV em UHF (Ultra High Frequency – Freqüência Ultra Alta), utilizando antena interna. Essas antenas são pequenas e diferentes das normalmente vistas em instalações de antenas coletivas. A figura 1 mostra uma, só como referência. Se não for possível, será necessário instalar uma antena externa de UHF. Existem muitos modelos. A figura 2 mostra um modelo, entre vários disponíveis. Para tirar dúvidas sobre esse assunto é importante consultar um profissional de confiança.

Fig. 1 - Uma antena interna de UHF

Fig. 1 - Uma antena interna de UHF

Fig.2 - Uma antena externa de UHF

Fig.2 - Uma antena externa de UHF

 

 

 

 

 

Resolvido o problema da antena de UHF, é preciso conhecer um outro produto chamado de conversor de TV digital (Set-top box). Para que serve o conversor? Basicamente para executar três funções:

1 – Converte o sinal da TV digital em sinal analógico para serem captados pelos atuais televisores analógicos ou para as telas de LCD e de Plasma. Atualmente já existem modelos de televisores com o conversor embutido.

2 – Possibilita a interatividade.

3 – Permite funções adicionais como, por exemplo, usar um disco rígido chamado PVR (Personal Video Recorder – que substitui os atuais videocassetes, mas com qualidade digital) para gravar programas. A indústria oferece vários tipos de conversores, desde os mais simples, que só atendem ao item 1, aos mais sofisticado, que atendem aos três itens. Veja na figura 3 – um conversor.

Falta mais alguma coisa?
Sim. Agora podemos comparar o que temos com o que desejamos assistir, para decidir sobre o investimento.

1 – Temos um aparelho de TV digital Integrado, com conversor completo e sintonizador de canais embutidos. Nessa situação não é necessário comprar nada; é só ligar o cabo da antena de UHF no televisor, escolher o programa e deliciar-se com a nova mídia.

2 – Temos um aparelho de TV digital sem sintonizador – normalmente chamado de monitor, como nos microcomputadores, por exemplo, ou como se usa a TV atualmente com o reprodutor de DVD externo. Nesse caso temos que comprar um conversor; o modelo vai depender do que se deseja obter da TV digital. Quer gravar e interagir? Usa o completo. Só quer ver? Usa o modelo básico.

3 – Temos um televisor analógico.
A situação é semelhante ao item 2. Será necessário adquirir um conversor, cujo modelo vai depender do que o usuário deseja. A diferença é que a qualidade da imagem e do som vai ser definida pelo televisor analógico, mas a imagem será boa, clara e livre de fantasmas e/ou ruídos; e o som será semelhante ao som de CD.

Bem, com essas informações há duas alternativas para escolher: preparar o seu endereço social e profissional para receber essa nova mídia, ou pedir ao vizinho para assistir no endereço dele!

Para saber mais, visite o site oficial da TV Digital Brasileira.

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7 comentários

  1. Olá amigo, gostaria de saber uma coisa, tenho uma TV com tecnologia HDTV , mesmo assim ainda tenho que comprar um conversor?

  2. Oi, Haroldo!

    É o seguinte. Para receber Alta Definição são necessárias duas coisas: ter um televisor FULL HDT com conversor embutido e as Emissoras estarem transmitindo também em FULL HDT. Todos os atuais televisores de tubo e os de LCD ou Plasma sem os conversores, necessitam de um aparelho externo para sintonia dos novos canais digitais, os chamados conversores digitais.

    Verifique se o seu aparelho já possui um conversor embutido!

    Abs!

  3. Ola pessoal…sou mais um brasileiro apaixonado por tecnologia estive pesquisando sobre tvs lcd…encontrei informações sobre tv lcd c/ painel ips…tem amelhor resoluçao nas imagens cores vivas e nitidas…minha tv ainda é de tubo pretendo troca…se alguem tiver mais informações sobre tvs e tcnologia por favor me informam

  4. Diego Mac /

    Oi, Reinaldo!

    Pode deixar que vamos incluir esse assunto na pauta!

    Abração
    Diego

  5. ANTONIO CÉSAR /

    OLÁ PESSOAL, COMPREI UMA TV FULL HD 42 COM CONVERSOR INTEGRADO , TENHO TV POR ASSINATURA (SKY). GOSTARIA DE SABER, SE PARA EU OBTER UMA MELHOR IMAGEM DIGITAL EU AINDA PRECISO DE UMA ANTENA UHF ? OBRIGADO!!!

  6. Oi, Antonio!

    Deves solicitar a uma empresa que preste serviço de instalação de antenas externas para que efetue a instalação de uma antena VHF/UHF para HDTV; neste caso, pegará os canais ABERTOS que possuem alta definição. A segunda opção é ligar para a Sky e trocar o plano para SKY HDTV, onde eles mudam o receptor para um modelo avançado com HDMI e 700 linhas de resolução compatível com o sistema FULL HD. :)

    Abraços!

  7. Olá, comprei um tv 42 plasma, ja vem com conversor embutido. mas nao consigo assistir digital .. prescisa de um cabo ? pq nao veio nada na tv como esse cabo. abs

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